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Irónia Americana

17 adolescentes fazem pacto para engravidarem juntas

 

No liceu de Gloucester, Massachussetts, Estados Unidos, o número de jovens grávidas no final deste ano lectivo quadruplicou. Tal aconteceu depois de 17 jovens terem engravidado ao mesmo tempo. Não foi obra do acaso, mas de um pacto entre elas. Nenhuma tem mais de 16 anos.

O próprio director do liceu, Joseph Sullivan, confirmou o caso que abalou esta pequena comunidade perto de Boston: “Algumas raparigas pareciam ficar mais perturbadas quando descobriam não estar grávidas do que quando estavam”, indicou Sullivan, citado pela Time, depois de um número invulgarmente elevado de jovens ter começado a pedir, na enfermaria do liceu, testes de gravidez.

Ainda de acordo com o responsável do liceu, algumas raparigas comemoraram a notícia da gravidez com gestos de gáudio e pondo em marcha planos para as tradicionais festas pré-parto onde é costume oferecerem-se presentes às futuras mães. Nenhuma das jovens nem os respectivos pais quiseram prestar declarações à imprensa.

Perante o óbvio estado de exaltação depois de confirmado o estado de graça, o director da escola diz que bastou uma simples pergunta a uma das jovens para que pelo menos metade delas confirmasse a existência de um pacto para que, até ao final do ano lectivo, conseguissem engravidar e posteriormente viessem a tomar conta dos bebés umas das outras.

A dimensão nacional que a notícia adquiriu chocou a pequena localidade (de 30 mil habitantes) com fortes raízes católicas. “Acho horrível. São crianças a ter crianças”, indicou à estação televisiva CBS uma cidadã de Gloucester.

Crime de violação?

Desconhece-se a identidade dos pais, mas sabe-se que cerca de metade terão perto de 20 anos e que, pelo menos um, terá 24 e vive na rua. Os restantes contar-se-iam entre os colegas de liceu das adolescentes.

A lei do estado de Massachusetts considera crime os actos sexuais praticados com menores de 16 anos. Carolyn Kirk, a presidente da câmara de Gloucester, já fez saber que as autoridades poderão abrir queixas-crime por violação, embora reconheça a delicadeza do problema, porque se o sexo foi consentido, os futuros pais – entre os quais se contarão menores – poderão ficar “em muito maus lençóis”, sobretudo “por causa daquilo que os pais das jovens possam fazer”, indicou a autarca à agência Reuters.

O que poderá explicar que raparigas queiram ser mães numa idade tão jovem? Há todo um leque de respostas válidas, sendo que o recente glamour com que Hollywood resolveu polir o assunto (ver caixa) é apenas uma das explicações. No caso particular de Gloucester – uma comunidade que vive sobretudo da pesca e que tem assistido a um declínio financeiro – as respostas podem residir na falta de perspectivas de carreira para os mais jovens. Perante este cenário, as adolescentes podem idealizar um futuro que passe unicamente por serem mães, como se esse estatuto lhes desse um passaporte para a independência.

Outra das explicações avançadas por analistas será a de as jovens considerarem que ao darem à luz estão a criar alguém que terá por elas um amor incondicional, que lhes preenche as vidas e a auto-estima.

Depois de uma queda contínua durante 15 anos – que começou em 1991 – registou-se em 2005 um aumento do número de adolescentes grávidas nos Estados Unidos. A taxa de nascimentos em mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos aumentou cerca de três por cento em 2006, de acordo com Centro americano para as Estatísticas da Saúde. Em Portugal, um dos países europeus com maior número de mães adolescentes, nasceram durante 2007 perto de 5000 bebés (4844 nados-vivos) de adolescentes até aos 19 anos, segundo o INE.


Hollywood projecta imagem de jovens grávidas “na moda”

Sempre que se fala em problemas sociais como a gravidez na adolescência ou a violência nas escolas, há uma franja de críticos que responsabiliza os media e dos produtos culturais de grande consumo.

Quando a história de Gloucester atingiu a nação, houve imediatamente quem culpasse recentes filmes – como “Juno” ou “Knocked Up” (”Um Azar do Caraças”) – como sendo parcialmente responsáveis pelo glamour que ultimamente se tem gerado em torno de jovens grávidas e solteiras.

“Juno” – filme candidato aos Óscares – conta a história de uma adolescente (interpretada por Ellen Page) que desiste de abortar e opta por dar o bebé para adopção. Longe de ser apresentada como uma vítima, Juno surge no grande ecrã como uma heroína “cool”.

Já na comédia romântica “Um Azar do Caraças”, Alison (Katherine Heigl), uma promissora jornalista, descobre que está grávida depois de um encontro sexual fugaz. O filme mostra as aventuras e desventuras da protagonista durante todas as fases da gravidez e termina com o típico “happy ending” das comédias românticas.

Apesar destes filmes datarem do ano passado, David Landry – analista do Instituto Guttmacher, um grupo que estuda os comportamentos reprodutivos dos norte-americanos – considera que eles só vieram reforçar uma tendência que data de antes das estreias.

A irmã mais nova da cantora pop Britney Spears acabou de dar à luz com 17 anos, passando assim a ser outro dos rostos desta nova equivalência entre glamour e maternidade; Jamie Lynn Spears, estrela do programa Zoey 101, do canal de televisão infanto-juvenil Nickelodeon, foi mãe de uma rapariga na passada quinta-feira.

Fonte: Público

magia doce-amarga – reviver histórias com música

 

 
 

 

 

Lembras – te de todas as nossas discussões? Lembras-te daquela vez que entramos em casa ás quinhentas e escondemos -nos na sala quando o teu irmão entrou? Lembras-te dos nossos almoços naquela cervejaria regados a sangria e depois íamos dormir para o teu sofá? Tantas vezes.

 

E daquelas vezes que eu ia acordar-te? E dos pequenos-almoços que me trazias, croissants da Doce Mar, um beijinho fugido porque já ias tarde para o colegio. E daquelas vezes que íamos sair a noite, vodka, e depois íamos à praia? E dos S. João no Homem do Leme? Era tanta gente na praia, como nós, e depois vimos o teu tio e… ele não nos viu. E os teus 18 anos? A festa surpresa que não gostaste e amuaste. E os meus 18 anos…e quando fugias de tua casa de férias e vinhas para minha casa .. Às 8 da manha!!! E quando caímos de mota, nem um arranhão mas um susto de morte. E na Índia? E a aquela passagem de ano, 1999-2000? E tantas outras…

 

E o que nós juramos, na rua do mercado da Foz, já depois da meia-noite. Eu tinha a certeza que íamos casar, e que teríamos uma casa, cães e que tomavas conta de mim. Depois crescemos.  

E a nossa vida meteu-se no caminho.

( e a Tshirt que te fiz, grande fotografia, e o coelho?)

 

Eu mudei-me, tu também. E o que tínhamos deixou de ser suficiente. Queríamos mais, (talvez) mais adulto (e no Algarve, que quando vínhamos embora para casa, sempre a discutir no táxi). Eu queria mais, tu querias outras coisas, mais vida, mais saídas, mais amigos. Eu queria mais estabilidade.

 

“Gostava de saber novidades tuas, tenho saudades de te ver, de olhar para ti, olhos nos olhos. Embora não falemos muito, foste, és e serás sempre muito especial para mim, és a minha menina (sem ofender, claro)!
Às vezes vou sabendo novidades pela minha mãe,  quando te encontra, liga me logo a dizer que esteve contigo…até acho querido! Olho para trás e vejo os caminhos de vida tão diferentes que optamos. Digo te que me faz um pouco de confusão, uma vez que éramos tão próximos e tínhamos uma vida quase idêntica.
Quero mesmo ver te feliz e alegre, tal como a minha memória se recorda de ti….sempre a rir, com aquele feitiosinho especial, e sempre a gozar comigo! Tenho mesmo saudades tuas, acredita!
Espero que estejas óptima, e embora me encontre do outro lado do mundo nunca me vou esquecer de ti…..”

 

 Não me podes mandar mais emails assim, nem deixar mensagens no vido de meu carro. Ja passou tanto tempo, tantas coisas, e já somos tão diferentes. O que tu queres, eu não tenho. E o que queria, tu não percebias. Tenho um marido fantástico, que nem sequer imagino conseguir respirar sem ele. É certo que temos memorias muito fortes, mas são apenas isso, memórias e recordações. Sou adulta, cresci, amadureci. Fico contente por termos vivido tudo aquilo, e não queria alterar nada. Mas foi bom teremos vivido na altura em que vivemos. É a magia doce-amarga é própria dos 18 anos. Agora não quero nada disso. Apaixonei-me redondamente. Casei-me. Tenho uma casa fantástica, histórias lindas, momentos fortes, com muitas lágrimas e sentimentos tão intensos que até sufocam. Silêncios partilhados, olhares sentidos. Construí uma vida com ele, quero construir uma família. Quero ter um bebé igual a ele, quero dar-lhe tudo o que tenho e o que não tenho.

 

 

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am

So many stories of where I’ve been
And how I got to where I am
But these stories don’t mean anything
When you’ve got no one to tell them to
It’s true…I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do
I was made for you
You see the smile that’s on my mouth
It’s hiding the words that don’t come out
And all of my friends who think that I’m blessed
They don’t know my head is a mess
No, they don’t know who I really am
And they don’t know what
I’ve been through like you do
And I was made for you…
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I’ve been
And how I got to where I am
But these stories don’t mean anything
When you’ve got no one to tell them to
It’s true…I was made for you