A minha vida, já não é minha…
E hoje sonhei. Sonhei em tons de escuro, sonhei em tons de claro. Mas era escuro. E hoje lembrei-me de como era dantes, de como eu queria e fazia e chorava e suspirava. Foram negras as noites, negros os dias. O relógio não parava. Lembro-me doutros tempos, de quando eu quis parar o tempo, congelar os minutos pois sentia-os a fugir. Que desespero, queria agarrá-los com força, imobilizar o tempo. Congelar a alma.
Olho para ti. Olhas para mim. Um sorriso que vale milhões, uma alegria transbordante e impagável. Ai, como era eu sem ti, como era a minha vida. Escura, negra, suspiros e choros.
O teu sorriso. Quanto é que vale? Como descrever esta alegria que apodera-se do meu corpo e não me deixa respirar? Como tentar explicar aos que não vêem o que sentimos, aos que não percebem o que vivemos? Como tentar explicar algo tão grande e tão forte, tão completo e transcendente?
A minha vida dou-te à ti. Já não é minha, é tua. Vives dentro de mim, e eu vivo para ti, por ti.
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