DEPOIS DO DESESPERO.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

DEPOIS DO DESESPERO

 

Depois do despero, vem a dor, vem a falta de fé, a vida em estado dormente.

ontem perguntaram se eu acreditava, se tinha esperança ou até mesmo confiança. acreditar em quê? esperança em quem? confiar em mim mesma? nao tenho. vou acreditar que existe alguma pessoa ou coisa ominipresente e resposnavel por isto? se realmente existe, entao, estamos zangados. hoje nao acerdito. hoje nao tenho fè, nem esperança. a confiança ficou pelo caminho.

curioso é perceber a necessidade de sentirmos apoiados durante esta fase, de sentirmos comforto em algo que ainda nao sabemos o que é, mas que desesperadamente procuramos. e foi nessa procura, nessa necssidade de reach out and grab something or someone, que fui a uma consulta de florais. é verdade,florais. espantoso como em caso de necessidade maxima, estamos abertos e receptivos a qualquer coisa.

florais . fui a uma clinica muito cosy, que abriu recentemente. mal se entra sente-se tranquilidade. a terapeuta é brasileira, e a salinha está quente e com musica ambiente muito agradavel. ela nao sabe de nada, por enquanto. preenchi uma ficha, a indicar probelmas e outros. por ultimo cheguei a pergunta: em que é que acha que os florais a vao ajudar? quis escrever tudo, medo, depressao, confiança, dor, tristeza, enfim. mas nao escrevi nada. entao decidi contar-lhe o que se tinha passado. tentei nao chorar, enquanto que ponha uma cara mais risonha do que trsite, mas depois de um certo ponto nao aguentei. e lá vieram as minhas amingas lagrimas. tenho chorado quase todos os dias, mas ninguem sabe. e contei lhe tudo. mas para meu grande espanto perguntou -me ” era um bébé desajdo?” como se tudo o que acontecesse fosse culpa minha, ou do J. nao gostei da insinuação, da indirecta, da pergunta. é obvio que era um bébé desjado, e nao preciso de me sentir ainda mais culpada. o probelma desta coisas, destes fanatismos, é que acreditam que tudo o que acontece, aconetece por uma razao. talvez, no meu caso, tenha sido o meu subcnsiciente que impediu o processo da gravidez, ou o J. que nao queria o bébé, ou alguem… enfim. era mesmo isso que eu precisava. fantastico!

entao, quando as lagrimas param, ela abre uma caixinha, em que mostra apenas as cabeçinhas de 6 ou 8 garrafinhas. nao se vê mais nada, so as cabveças das garrafas. pede-me para fechar os olhos e com a mao esquerda escolher 4 garrafas. e entao la fiz isso, e quatro garrafas sairam da caixa. a ordem com que se escolhe as garrafas é importante, a 1ª simboliza a minha personalidade, a 2ªo que tenho que trabalhar neste momento, a 3ª o presente e a ultima o futuro.

depois do despero, instala-se a tristeza.

1 comment so far

  1. Me on

    a vida é mesmo assim, depois de uma montanha vem outra e depois outra e outra. nao desistas. felicidade espera-te.


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